Permissões de Acesso no Linux PDF Imprimir E-mail
Escrito por Equipe Conectiva   
Qui, 10 de Março de 2011 22:18

No Linux existe o conceito de permissões de acesso. Como ele é voltado para um ambiente multiusuário (rede), foram criadas permissões para que determinados usuáriostenham acesso somente àquilo para o qual podem ter acesso. Para explicar melhor, faremos uma breve analogia aqui.

Imagine que você trabalha numa empresa e faz parte do departamento de pessoal dela. Todos os computadores dessa empresa estão interligados na mesma rede. Sendo assim, caso não houvesse permissões de acesso, todos na empresa, desde o funcionário que acabou de entrar até o presidente, poderiam visualizar e até mesmo alterar os dados de qualquer departamento, fosse o departamento de pessoal, jurídico ou qualquer outro.

É fácil perceber que uma empresa dessas logo faliria, pois qualquer funcionário poderia tomar "decisões de presidente", bastando para isso alterar os dados no computador.

Por isso e por outras coisas, existem as permissões de acesso, que nada mais são do que indicativos que dizem quem pode e quem não pode acessar - ler - modificar - executar determinado arquivo.

É claro que existem situações nas quais não somente uma pessoa poderá/deverá acessar determinados arquivos, mas, também, um grupo de pessoas.

Seguindo com o exemplo da empresa, todos os componentes do departamento de pessoal devem poder notificar a contratação/demissão de um funcionário e registrar essa situação nos arquivos de controle de pessoal, correto?

Sendo assim, as permissões do arquivo de registros devem ser diferentes; não somente um elemento terá acesso a esse arquivo e sim um grupo seleto de pessoas.

Esse conceito de grupos existe ativamente no Linux; como exemplos de grupos que já vêm predefinidos temos: adm, disk e wheel, entre outros. O detalhe importante é que podemos criar novos grupos e alterar os já existentes, de maneira que atendam à nossa necessidade específica. Quem deve manipular os integrantes dos grupos é o superusuário. Somente ele tem acesso a essa tarefa. É conveniente que o superusuário crie grupos para definir e permitir quais usuários poderão acessar quais tipos de arquivo.

Assim como existem diferentes tipos de permissões para os arquivos, existem diferentes tipos de arquivos existentes no Linux, cada um com sua finalidade específica.

Os formatos mais comuns são: texto, executável, arquivos de imagens, diretórios e links simbólicos.

Existem ainda arquivos especiais, que são associados a dispositivos. Como? Isso mesmo, no Linux temos o seguinte conceito: "Tudo pode ser tratado como se fosse um arquivo". Não se assuste, continue lendo e verá que é uma coisa simples de ser entendida.

Assim como os arquivos, a maior parte dos periféricos que você possui no seu microcomputador permite as operações de leitura e/ou escrita. Por exemplo: uma impressora. Exatamente! Quando você manda os dados para a impressora é como se você estivesse escrevendo nela, certo? No Linux funciona de maneira semelhante, apenas existe uma diferença, o conteúdo que você envia "diretamente para a impressora" é escrito num "arquivo especial", que faz a ponte entre o computador e a impressora.

Esse sistema não existe somente para a impressora, mas para todos os dispositivos que o Linux controla, isso inclui drive de disquete, CD-ROM e HD[4], entre outros.

Isso quer dizer que vou poder gravar CDs no meu leitor de CD?

Não, absolutamente não. O Linux não modifica o que o hardware do periférico pode fazer! Ele utiliza as funcionalidades do dispositivo, portanto existirão dispositivos que só poderão ser lidos e outros que somente permitirão a escrita, assim como haverá um terceiro grupo que permitirá ambas as operações (como é o caso do seu disco rígido).

Não se preocupe com isso. Essa explicação tem uma finalidade que é esclarecer algumas das dúvidas mais freqüentes com relação aos dispositivos no Linux: O que é montar/desmontar um dispositivo no Linux? Por que meu CD não sai do drive quando eu aperto o botão de Eject? Para que eu preciso montar um dispositivo? Todas essas dúvidas serão sanadas agora.

Montar um dispositivo nada mais é do que torná-lo disponível ao sistema. Agora que você entende o porquê de explicar toda aquela história de "arquivos especiais", pode entender como funciona esse tornar disponível ao sistema.

Quando montamos um dispositivo, seja ele um disquete, CD-ROM ou outro periférico, é estabelecida uma "ligação" do dispositivo com o periférico especificado.

Por exemplo: quando montamos um CD-ROM, o kernel faz a comunicação com o drive de CD e verifica se existe algum CD-ROM no drive e tenta reconhecer o formato do CD que está lá. Caso ele reconheça o formato do CD será feita uma "ligação" do periférico do dispositivo de CD-ROM com o dispositivo cdrom, disponibilizando o conteúdo do CD no diretório especificado pelo comando de montagem[5]. O mesmo acontece tanto para um drive de disquete quanto para um drive de fita.

Agora vamos saber por que o CD não sai do drive quando você aperta o botão de Eject.

O que acontece quando montamos um CD/disquete é que o kernel considera o dispositivo como se estivesse sendo utilizado, até que seja desmontado.

Sendo assim, como o CD-ROM é controlado de maneira lógica você não consegue ejetá-lo sem antes desmontar o dispositivo, pois o Linux avisa que o sistema ainda está usando o drive.

Por que motivo? É simples, basta imaginar a seguinte situação: você trabalha numa empresa e todos compartilham o mesmo dispositivo, como uma fita por exemplo, para armazenar os resultados de operações demoradíssimas. Inadvertidamente, um funcionário novo ejeta a fita ou o CD que estava sendo gravado com os resultados das operações da semana inteira. Todos os dados se perdem e você NÃO tem cópia reserva. Essa é uma situação que pode ocorrer em outros sistemas operacionais que não têm esse tipo de atitude, mas num sistema como o Linux isso não ocorreria.

O drive de disquete, por ter um meio mecânico que ejeta o disquete, não pode ser controlado com tanta segurança, mas é deveras importante que não retiremos o disquete do drive enquanto ele estiver montado, pois dados importantes poderão ser perdidos. Isso porque algumas operações de escrita são deixadas para momentos nos quais o sistema operacional está "desocupado", pois o acesso ao disquete/HD demora muito do ponto de vista do processador

 

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