| Redimensionando partições Linux, parte 2: Redimensionamento avançado |
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| Escrito por Roderick W. Smith, Consultant and author | ||
| Sex, 04 de Fevereiro de 2011 22:32 | ||
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Resumo: Sistemas Linux® são frequentemente instalados em várias partições, cada uma delas com tamanho fixo. À medida que suas necessidades mudam, no entanto, frequentemente é necessário redimensionar partições para atender a essas necessidades. Existem várias ferramentas para fazer isto no Linux, mas há uma série de armadilhas e restrições potenciais que podem tornar a tarefa mais difícil do que parece à primeira vista. Este artigo aborda questões de redimensionamento avançado de partições, incluindo o uso de recursos Logical Volume Management (LVM), resolução de problemas e alternativas ao redimensionamento de partição. A parte 1 desta série abordou o redimensionamento básico de partição. Operações simples de redimensionamento de partição, como aquelas descritas na Parte 1 desta série, normalmente são concluídas com sucesso. Algumas vezes, no entanto, é preciso fazer algo diferente ou solucionar problemas. Este artigo aborda algumas destas situações. O primeiro tópico é a configuração de LVM e como ela interage com o redimensionamento de partição. O segundo tópico aborda técnicas de resolução de problemas. Apesar de ser possível escrever um livro com uma descrição completa de todos os problemas que podem ocorrer ao redimensionar partições, alguns princípios básicos podem ajudá-lo a resolver muitos problemas comuns. Finalmente, este artigo descreve algumas alternativas ao redimensionamento de partição, caso os problemas que encontre sejam insuperáveis.
LVM é uma técnica de alocação de disco que suplementa ou substitui partições tradicionais. Em uma configuração de LVM, uma ou mais partições, ou às vezes discos inteiros, são atribuídas como volumes físicos em um grupo de volumes que, por sua vez, é dividido em volumes lógicos. Sistemas de arquivo, então, são criados em volumes lógicos, que são tratados de forma parecida com partições em uma configuração convencional. Esta abordagem a alocação de disco adiciona complexidade, mas o benefício é flexibilidade. Uma configuração de LVM torna possível combinar espaço em disco de vários discos pequenos em um grande volume lógico. Mais importante para o tópico de redimensionamento de partição, volumes lógicos podem ser criados, excluídos e redimensionados da mesma forma que arquivos em um sistema de arquivos; não é preciso se preocupar com pontos de início da partição, somente com seu tamanho absoluto. Nota: Não tento descrever como configurar um LVM neste artigo. Se você ainda não usa uma configuração LVM, poderá converter seu sistema para usá-la, mas deverá consultar outras documentações, como o Linux LVM HOWTO (consulte Recursos) para aprender como fazê-lo. Se você redimensionou partições não LVM, como descrito na Parte 1 desta série, e deseja adicionar o espaço à sua configuração de LVM, existem duas escolhas:
Infelizmente, a ferramenta GParted (também conhecido como Gnome Partition Editor), descrita na Parte 1 desta série, não suporta o redimensionamento de partições LVM. Portanto, a forma mais fácil de adicionar espaço a seu grupo de volumes é criar uma nova partição no espaço livre e adicioná-la como um novo volume físico a seu grupo de volumes existente. Apesar de o GParted não poder criar diretamente uma partição LVM, é possível fazê-lo com uma das seguintes ferramentas:
Se usar
Em qualquer um desses casos, é preciso usar o comando
Com estas alterações concluídas, será possível estender os volumes lógicos em seu grupo de volumes, como descrito em breve.
Para arquivos de sistemas, redimensionar volumes lógicos poderá ser mais simples do que redimensionar partições, porque o LVM remove a necessidade de separar conjuntos contíguos de setores numerados na forma de partições. Redimensionar o volume lógico em si é conseguido por meio do comando
Este comando ajusta o tamanho do volume lógico especificado. Tenha em mente, no entanto, que esta mudança é muito parecida com uma mudança a uma só partição. Ou seja, o tamanho do sistema de arquivos contido no volume lógico não é alterado. Para ajustar o sistema de arquivos, é preciso usar uma ferramenta específica do sistema de arquivos, como
Se quiser diminuir um volume lógico, a tarefa é um pouco mais complexa. É preciso primeiro redimensionar o sistema de arquivos (usando Lembre-se também de que, apesar de poder reduzir a maioria dos sistemas de arquivos nativos do Linux, não é possível reduzir XFS ou JFS. Se precisar reduzir um volume lógico contendo um desses sistemas de arquivos, talvez seja necessário criar um volume lógico menor, copiar o conteúdo do primeiro para o novo volume, alterar seus pontos de montagem e, a seguir, excluir o original. Se não tiver espaço livre suficiente para fazer isto, poderá ser forçado a usar um backup como etapa intermediária.
Apesar de as ferramentas em modo texto descritas acima realizarem o trabalho, elas podem ser intimidadoras. Se preferir trabalhar com ferramentas de interface gráfica com o usuário (GUI), existem pelo menos duas disponíveis para operações com LVM:
Das duas, o system-config-lvm fornece uma interface com o usuário um pouco mais simples e mais amigável; no entanto, ambas farão o trabalho. A Figura 1 mostra o system-config-lvm em ação. Para redimensionar um volume lógico, clique em seu nome no painel esquerdo e, a seguir, clique no botão Edit Properties que aparece no painel central. É possível, então, usar uma régua de controle para ajustar o tamanho do volume.
Infelizmente, algumas vezes as operações de redimensionamento de partições não funcionam da forma esperada. Mais comumente, o software de redimensionamento reporta um erro, frequentemente com uma mensagem misteriosa. Apesar de existirem várias causas possíveis para tais problemas, é possível superar muitas delas aplicando algumas alternativas simples, como corrigindo problemas de sistema de arquivos e detalhando uma operação de redimensionamento completa em várias partes.
Uma causa comum de falhas no redimensionamento é um sistema de arquivos danificado. Todos os sistemas de arquivos de produção incluem ferramentas de recuperação do sistema de arquivos que permitem corrigir tais problemas, portanto executá-las em um sistema de arquivos antes de redimensioná-lo pode, frequentemente, resultar em uma operação de redimensionamento mais tranquila.
No Linux, a ferramenta de verificação do sistema de arquivos é chamada
Na maioria dos casos, é necessário executar
Se tiver problemas com um sistema de arquivos não Linux, poderá ser possível usar o Apesar de não ser um problema de integridade do sistema de arquivos em si, a fragmentação de disco é outro problema que poderá precisar de atenção. É possível, algumas vezes, eliminar problemas realizando uma operação de desfragmentação do disco antes de uma operação de redimensionamento. Esta tarefa é raramente necessária (e normalmente não é possível)O com sistemas de arquivo nativos do Linux; no entanto, poderá ajudar com partições File Allocation Table (FAT) ou NTFS. Detalhando a operação em partes Se você inserir uma série de operações de redimensionamento e movimentação no GParted e a operação falhar, é possível tentar inserir somente uma operação de cada vez e imediatamente clicar no botão Apply . Ainda poderão ocorrer problemas, mas pelo menos você será capaz de realizar outras operações que não sejam dependentes daquela que causou os problemas. Dependendo dos detalhes, poderá ser possível atingir pelo menos alguns de seus objetivos gerais ou encontrar outra forma de resolver o problema.
Em alguns casos, poderá ser possível dividir a operação de redimensionamento em vários utilitários. Por exemplo, poderá ser possível usar um utilitário Windows ou Mac OS X para redimensionar partições FAT, NTFS ou Hierarchical File System Plus (HFS+). Apesar de o GParted ser a forma mais amigável de redimensionar partições no Linux, se somente uma operação estiver causando problemas, usar um utilitário subjacente em modo texto, como Algumas vezes, uma tentativa de redimensionar suas partições simplesmente não funciona. Talvez um sistema de arquivos tenha erros que não podem ser resolvidos facilmente, ou talvez seja necessário reduzir um sistema de arquivos (como XFS ou JFS) que não podem ser reduzidos. Neste casos, é preciso usar uma alternativa, como relocação de diretórios em sua estrutura de partição existente, realização de uma operação de backup-reparticionamento-restauração ou adição de mais espaço em disco. Relocando diretórios sem reparticionar Algumas vezes, é possível relocalizar diretórios sem reparticionar de fato o disco. O truque é usar links simbólicos para apontar de um local para o outro, mesmo entre partições. Por exemplo, suponha que esteja usando um sistema Gentoo, que pode consumir vastas quantidades de espaço em disco nos diretórios /usr/portage e /var/tmp/portage. Se não considerar estas necessidades ao configurar seu sistema, poderá ficar sem espaço. É possível, no entanto, ter espaço disponível em uma partição /home separada. Para usar este espaço para Portage, é possível criar um ou mais diretórios em /home, copiar o conteúdo de /usr/portage ou /var/tmp/portage para os novos diretórios, excluir os diretórios originais e criar links simbólicos no local dos originais que apontem para os novos subdiretórios de /home. Esta abordagem pode ser efetiva e é conveniente em uma pequena escala; no entanto, ela cria um sistema relativamente não padrão e remove muitas das vantagens de usar partições separadas. Portanto, recomendo usar esta abordagem com cuidado e, preferivelmente, somente em curto prazo —por exemplo, como uma medida paliativa enquanto aguarda que chegue um novo disco rígido ou em um sistema que planeja aposentar em um ou dois meses.
Antes do desenvolvimento de ferramentas de redimensionamento de sistema de arquivos, a única maneira prática de reparticionar um disco era realizar backup de seu conteúdo, reparticionar (criar novos sistemas de arquivo vazios) e restaurar o backup no disco reparticionado. Esta abordagem continua a funcionar mas, é claro, é menos conveniente do que usar o GParted para reparticionar de forma não destrutiva. Por outro lado, por segurança, é melhor criar um backup antes de redimensionar partições. Portanto, para estar seguro, é preciso realizar metade desta tarefa de qualquer maneira. No mundo de hoje, uma unidade de disco rígido externa é frequentemente usada como mídia de backup. É possível comprar discos externos de terabyte por menos de $100 e, depois de alterar as partições, poderá usá-los para realizar backup de seus arquivos importantes, para transferir grandes arquivos entre sistemas ou de outras formas. Alternativamente, poderá usar DVDs graváveis, unidades de fita ou servidores de rede como sistemas de backup.
O software de backup poderá incluir utilitários antigos, como Se for necessário modificar sua partição de boot do Linux ou qualquer partição que seja necessária para acesso básico de root (superusuário), será preciso realizar essas operações a partir de um sistema de inicialização de emergência. A Parte 1 desta série descreveu tais sistemas.
Adicionar um disco poderá ser uma alternativa viável para o reparticionamento e, em alguns casos, adicionar espaço em disco poderá ser preferível. As capacidades de disco continuam a crescer e um disco mais novo provavelmente será mais confiável do que um disco de vários anos.
Se escolher substituir um disco existente por um mais novo, você deverá ser capaz de transferir seu sistema existente para o novo disco com uma ferramenta como Clonezilla ou usando ferramentas mais antigas, como
Se comprar um novo disco para suplementar, em vez de substituir, seu disco existente, é preciso decidir quais são os dados, se houver, que serão transferidos para o novo disco. Você deverá particionar o novo disco usando
Seja lá como fizer, alterar a alocação em disco de um sistema em funcionamento poderá ser uma tarefa que gere ansiedade e com bom motivo: muitas coisas podem sair erradas. No entanto, se tais mudanças forem necessárias, você descobrirá que seu sistema será mais usável depois de fazer as mudanças. Com risco reduzido de um disco cheio de erros, é possível continuar usando seu sistema para a tarefa a que se destina. O processo de redimensionamento de suas partições também poderá ajudá-lo a se familiarizar com o GParted e outros utilitários de disco, bem como com os tamanhos ideais para as várias partições. Tudo isto pode ser conhecimento útil da próxima vez que instalar um novo sistema Linux.
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Roderick W. Smith é consultor e autor de dezenas de livros sobre UNIX e Linux, incluindo The Definitive Guide to Samba 3, Linux in a Windows World e Linux Professional Institute Certification Study Guide. Ele é autor do software de particionamento GPT fdisk. Atualmente, Roderick reside em Woonsocket, Rhode Island. |
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| Última atualização em Sáb, 05 de Fevereiro de 2011 03:41 |





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